Uma pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas divulgada no fim de janeiro aponta que 44,3% dos entrevistados acreditam que a situação da segurança pública no Brasil piorou durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Outros 32,4% avaliam que permaneceu igual, enquanto 20% dizem que melhorou.
Os dados são relevantes porque dialogam com uma pauta que, para muita gente, já virou prioridade diária: deslocamento, comércio, rotina familiar e acesso a serviços passam pela sensação de proteção — e, quando essa percepção degrada, a cobrança por ação imediata tende a subir. A própria série de levantamentos do instituto tem mostrado o tema entre as maiores inquietações do eleitorado.
No recorte por regiões, o Sudeste aparece com o maior percentual de entrevistados que perceberam piora (48,7%), seguido por Sul (48,2%), enquanto Norte/Centro-Oeste (39,3%) e Nordeste (38,2%) vêm na sequência, segundo a divulgação do levantamento. Em comparação com outubro de 2025, o índice de “piorou” caiu 1,5 ponto percentual (de 45,8% para 44,3%).
A pesquisa ouviu 2.080 eleitores em 160 municípios entre 25 e 28 de janeiro de 2026, com margem de erro de 2,2 p.p. e 95% de confiança, registrada no TSE sob o número BR-08254/2026.
Resultado (como o brasileiro percebe a segurança)
- Piorou: 44,3%
- Permaneceu igual: 32,4%
- Melhorou: 20,0%
- Não sabe/não opinou: 3,3%
Metodologia (para não ter dúvida)
- Amostra: 2.080 eleitores | 160 municípios
- Campo: 25–28/01/2026
- Erro: 2,2 p.p. | Confiança: 95%
- Registro: BR-08254/2026 (TSE)