O Boletim Focus divulgado pelo Banco Central em 26 de janeiro de 2026 indicou uma leve queda na projeção do IPCA de 2026, que passou de 4,02% para 4% em uma semana. Há quatro semanas, segundo o texto, a estimativa era de 4,05%, sinalizando um ajuste pequeno, mas relevante no acompanhamento do mercado.
No câmbio, a projeção para 2026 foi mantida em R$ 5,50 por dólar, com estimativa de R$ 5,51 em 2027 e expectativa de alta gradual até 2029, quando chegaria a R$ 5,58. O boletim também manteve a previsão de crescimento do PIB em 1,8% tanto para 2026 quanto para 2027.
Para juros, o relatório aponta que o mercado manteve expectativas para a Selic, projetando 12,25% em 2026 e 10,50% em 2027. A matéria também registra que o Banco Central manteve a Selic em 15% ao ano na reunião de dezembro, reforçando o ambiente de juros altos no pano de fundo da economia.
No dia a dia, esse tipo de sinal é o que costuma orientar decisões de crédito, consumo e investimentos: inflação projetada, câmbio e juros formam o “triângulo” que bate no preço, no financiamento e na previsibilidade. Para uma linha editorial mais fiscalista e conservadora, o recado é direto: sem âncora de responsabilidade e previsibilidade, o custo do dinheiro continua alto e o país perde fôlego.
Números centrais do Focus citados na matéria
- IPCA 2026: 4% (antes 4,02%)
- Dólar 2026: R$ 5,50
- PIB 2026/2027: 1,8%
Juros e o que o mercado projeta
- Selic 2026: 12,25%
- Selic 2027: 10,50%
- Registro: Selic foi mantida em 15% na reunião de dezembro