Um novo grupo político nos Estados Unidos foi lançado com a proposta de acelerar, em estados decisivos, a implementação de medidas previstas na ordem executiva de Donald Trump sobre “integridade eleitoral”. A organização se apresenta como uma ponte entre a diretriz federal e a execução local — onde, na prática, as eleições são administradas.
Segundo a reportagem, a entidade é uma 501(c)(4) chamada Save Election Day e tem como presidente Nicole Kelly, identificada como advogada ligada ao escritório Lex Politica. O foco declarado é pressionar governos estaduais e atores locais para adotarem as iniciativas listadas na ordem assinada “no último mês de março”, com atuação concentrada em estados de disputa.
A ordem executiva em questão foi publicada pela Casa Branca em 25 de março de 2025, defendendo uma agenda de endurecimento de regras como: reforço de checagem de cidadania, padronização do “dia da eleição” (com ênfase em votos recebidos até a data legal) e críticas a modelos de votação por correio mais amplos. O texto menciona exemplos internacionais, inclusive Brasil, ao discutir identificação do eleitor.
O movimento acontece em meio a uma disputa política e jurídica maior sobre o que pode ser feito via ordem executiva e o que depende de Congresso e estados. Trump também sinalizou intenção de ampliar exigências de identificação para eleições futuras, enquanto críticos alegam risco de barreiras ao voto e contestam o alcance federal sobre regras estaduais.
O que é uma 501(c)(4) (e por que isso importa)
- Modelo comum de “advocacy”: pode fazer campanhas e pressão política.
- Não é “campanha eleitoral” direta, mas influencia debate e regras.
- Em geral, tem mais liberdade política do que ONGs 501(c)(3).
O que a ordem de 25/03/2025 coloca como prioridade
- Reforço contra voto ilegal e “diluição” do voto.
- Ênfase em voto contado/recebido até a data legal.
- Pressão por checagem de cidadania e listas eleitorais mais “limpas”.