A Stara anunciou que, a partir do primeiro semestre de 2026, seus autopropelidos poderão sair de fábrica com kits Starlink, levando internet via satélite para dentro da operação agrícola. A proposta é transformar conectividade em ferramenta prática: menos “apagão” de sinal e mais decisões em tempo real na lavoura.
O tema cresce porque o gargalo é grande: um levantamento citado por veículos do setor aponta que só 33,9% da área agrícola tem cobertura 4G/5G, e na soja 67% das áreas ainda operam sem cobertura avançada; em Mato Grosso, o índice citado é de 18,15%, e em Formosa do Rio Preto (BA), 2%. Em resumo: tecnologia existe, mas falta “internet que aguente”.
Com conexão estável, recursos de agricultura de precisão passam a render mais: telemetria, monitoramento de máquinas e sincronização de operações ganham eficiência — e isso reduz parada, melhora planejamento e tende a aumentar produtividade por janela de plantio. O campo passa a depender menos de torre e mais de solução direta de mercado.
Para o produtor, a disputa não é “moda tecnológica”: é competitividade. Quem conecta melhor, desperdiça menos, corrige antes e entrega com mais previsibilidade — e isso pesa no custo Brasil, especialmente em regiões onde infraestrutura pública não acompanha o ritmo do agro.
O que muda na prática
- Máquinas conectadas “o tempo todo” (mesmo longe de 4G/5G).
- Mais uso real de telemetria e monitoramento operacional.
- Decisão mais rápida em janelas curtas de operação (plantio/pulverização).
O dado que explica a corrida por satélite
- Cobertura 4G/5G no agro ainda é minoritária no país.
- Soja tem grande fatia sem cobertura avançada.